Food Trucks podem ganhar rota fixa em Belo Horizonte

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UFMG abriu o campus para veículos que servem refeições e lanches

Os food trucks, que entraram de vez para a lista dos queridinhos dos belo-horizontinos, podem ganhar um circuito gastronômico. A prefeitura da capital, junto à Associação Mineira de Food Trucks, tem feito estudos com o intuito de padronizar os carrinhos de comida. De acordo o presidente da associação, Felipe Corrêa, há um projeto encaminhado nesse sentido.

A administração municipal confirma, por meio de nota, que está em conversa com a associação, mas não dá detalhes. “A prefeitura esclarece que de fato houve reuniões e o assunto ainda continua em estudo pela Secretaria Municipal de Planejamento de Urbano”, diz o texto.

Por outro lado, Corrêa assegura que a iniciativa deverá sair em breve. “A ideia é fazer uma programação semanal. Para isso, a prefeitura passará a liberar licenças semanais e todos os carrinhos terão GPS para monitoramento”.

Segundo Corrêa, na proposta, BH passará a ter uma rota fixa, indicando onde os food trucks ficarão estacionados, incluindo os bairros Floresta, Sion e Sagrada Família, além dos já tradicionais pontos (veja a arte abaixo).

“Teria uma estrutura nesses lugares com banheiros químicos, música, barracas”, sinaliza. De oficial, contudo, há somente dois projetos de lei em tramitação na Câmara dos Vereadores e, portanto, esse tipo de comércio segue sem legislação especial. Ao todo, hoje, existem 112 food trucks em BH. O número corresponde a 85,7% a mais que o do início de 2015, segundo a associação.

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UFMG

Enquanto a situação dos food trucks não é formalizada, o público continua fazendo a festa. Desta vez, foi a Universidade Federal de Minas Gerais. Desde a semana passada, as mais de 40 mil pessoas que passam diariamente pelo local ganharam a alternativa de desfrutar da gastronomia de rua. A novidade chegou após um diagnóstico da entidade indicar que os cerca de 20 restaurantes e cantinas existentes já não mais conseguiam dar conta do recado sozinhos.

De acordo com a assessora da pró-reitoria de Administração da UFMG, Eliane Aparecida Ferreira, o ponto de partida se deu no fim do ano passado, quando um evento do curso de Psicologia inseriu alguns food trucks como opção de alimentação para os estudantes. “Percebemos que as pessoas gostaram da experiência e aliamos isso à carência existente na UFMG. Precisávamos diversificar o atendimento”.

Por enquanto, a comunidade universitária conta com quatro food trucks – todos escolhidos aleatoriamente, como diz Eliane. Em fase de teste, os carrinhos poderão permanecer no local por dois meses, de segunda a sexta, com obrigação de cumprir os horários entre às 11h e 14h e 18h e 22h. Após este período, será publicado um edital para credenciamento, para regularização da atividade na instituição.

Alunos e professores aprovam a novidade

Eduardo Gontijo, de 35 anos, foi um dos empresários que fechou contrato com a UFMG. Ele investiu R$ 100 mil no Rosti Truck – especializado na batata típica da Suíça – há seis meses, depois de ser desligado da empresa onde trabalhava como engenheiro ambiental junto a outros 60 funcionários.

“Pretendemos reverter o valor empregado em dois ou três anos”, afirma. Ao que parece, o negócio está indo na direção certa. “O pessoal parece satisfeito. Atendemos mais de 100 pedidos por dia na escola”, comemora ele, que tem a esposa Adélia Arifa como sócia. “Tranquei a faculdade de fisioterapia para investir aqui. Amo cozinhar”, frisa.

Ansiosa para experimentar as batatas rosti, Déborah Lins, 21 anos, aguardava o seu pedido junto às amigas do 7º período de Ciências Atuariais. “O food truck sai mais caro do que outras opções que temos aqui, mas parece que compensa. A gente sentia falta de uma opção assim”. Após a primeira garfada, o veredicto: “vale a pena, sim. Aprovado!”.

NA UFMG – À esquerda, o empresário Eduardo Gontijo do Rosti Trucks. À direita, Pedro Marquez, do Tacomtudo! atende a clientela

NA UFMG – À esquerda, o empresário Eduardo Gontijo do Rosti Trucks. À direita, Pedro Marquez, do Tacomtudo! atende a clientela

Sabor mexicano

O empresário Pedro Marquez, de 35 anos, é outro que passou a bater ponto na UFMG, com o food truckTacomtudo!. O empreendimento é especializado em tacos, comida típica do México, onde Marquez nasceu. Há seis anos atuando em BH, o mexicano diz estar sendo bem vantajoso ficar no local.

“Em outros lugares, vendia de 70 a 100 tacos por dia. Nessa primeira semana, vendi de 100 a 150. Está sendo bom para nós, mas a nossa permanência aqui vai depender da aprovação do pessoal”.

Ao menos no que depender do corpo docente, os tacos têm tudo para ficar. A professora de Engenharia Sanitária e Ambiental Taciana Toledo diz que o tempero é excelente. Ela, contudo, faz uma ressalva: “poderia ser maior, mesmo que aumentasse o preço”.

A colega de curso, a professora Sílvia Corrêa Oliveira, apesar de não considerar uma alternativa para todos os dias, devido ao preço mais “salgado”, se mostra animadíssima com a ideia. “É uma alegria para toda a universidade”.

FONTE: www.hojeemdia.com.br/almanaque/food-trucks-podem-ganhar-rota-fixa-em-belo-horizonte